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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA

  • Realizar um Estudo de Impacto Ambiental significa desenvolver um conjunto de tarefas técnicas, descritas em uma certa ordem apenas para efeito de apresentação, mas não implica que devam se desenrolar uma após as outras: diagnóstico ambiental, análise dos impactos, definição de medidas mitigadoras e do programa de monitoramento dos impactos ambientais e do programa de monitoramento do prognóstico ambiental e comunicação dos resultados, e esta última, relacionada também ao Relatório de Impacto Ambiental.
  • O EIA se destina a analisar os impactos ambientais de um projeto e suas possíveis alternativas de um ou mais tipos, por exemplo: de localização, de tecnologias a serem empregadas, de cronograma, e inclusive, a de não implementação do projeto.
  • Para que seja possível a realização desse processo analítico, há necessidade de se conhecer o projeto e de todas as suas especificidades, as ações que serão executadas, em todas as fases de implantação, desde o planejamento, construção, operação, até a desativação, se for o caso.
  • A elaboração de um EIA deverá atender requisitos mínimos, e como são garantias legais, vinculam o processo de licenciamento ambiental ao atendimento a tais requisitos. A dispensa pelo órgão licenciador ou o não atendimento pelo empreendedor de qualquer deles, invalida o procedimento. A Resolução Conama Nº 001/86 define que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é o conjunto de estudos realizados por especialistas de diversas áreas, com dados técnicos detalhados. O acesso a ele é restrito, em respeito ao sigilo industrial.
  • A expressão EIA/RIMA é bastante difundida atualmente, e estas siglas referem-se ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e ao Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
  • O EIA na Legislação Federal segue os seguintes termos, apresentados aqui de forma sintetizada:
    • É referente a um projeto específico a ser implantado em determinada área ou meio;
    • Trata-se de um estudo prévio, ou seja, serve de instrumento de planejamento e subsídio à tomada de decisões políticas na implantação da obra;
    • É interdisciplinar;
    • Deve levar em conta os segmentos básicos do meio ambiente (meios físico, biológico e sócio-econômico);
  • Deve seguir um roteiro que contenha as seguintes etapas:
    1. Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto;
    2. Avaliação de impacto ambiental (AIA);
    3. Medidas mitigadoras, e;
    4. Programa de monitoramento dos impactos.
  • Ainda o EIA deve apresentar suas conclusões traduzidas no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), com linguagem simples e objetiva, tornando-o formal perante o Poder Público e a sociedade.
  • O Estudo de Impacto Ambiental compreende o levantamento da literatura científica e legal pertinente, trabalhos de campo, análises de laboratórios e a própria redação do relatório. Já o Relatório de Impacto Ambiental "refletirá as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental". O EIA é realizado previamente ao RIMA, sendo a base para elaboração do relatório.
  • Independente do ponto de vista de cada autor quanto a estes termos e seus conceitos, deve ser destacada a interdependência entre o EIA e o RIMA, ou seja, não é possível elaborar um RIMA sem a realização de um EIA.

Os roteiros básicos apresentados para a elaboração de Estudo de Impacto
  • Ambiental e Relatório e Impacto Ambiental listam uma série de informações gerais do empreendimento e sua respectiva caracterização nas fases de planejamento, implantação, operação e, se for o caso, de desativação.
  • As tarefas do EIA são realizadas em função do desenvolvimento dos seguintes requisitos:
    1. Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto
      1. O diagnóstico ambiental da área de influência é a tarefa básica e de trabalho preliminar do EIA, referente ao levantamento das características da região, ainda sem a consideração das alterações que advirão com a futura implementação do empreendimento. Consiste no levantamento e análise dos recursos ambientais e suas interações na área de influência do projeto, considerando o meio físico, biológico e socioeconômico.
      2. No diagnóstico ambiental da área de influência deverão ser apresentadas a descrição e análise dos fatores ambientais e suas interações, caracterizando a situação ambiental da área de influência, antes da implantação do empreendimento.
      3. Os fatores que englobam o diagnóstico ambiental da área de influência são relativos às variáveis suscetíveis de sofrer, direta ou indiretamente, efeitos significativos das ações executadas nas fases de planejamento, de implantação e, quando for necessário, de desativação do empreendimento, e as informações cartográficas com a área de influência devidamente caracterizada, em escalas compatíveis como nível de destacamento dos fatores ambientais estudados.
      4. Os fatores ambientais a serem identificados são relativos ao meio físico, biológico e antrópico importantes para caracterizar a interferência do empreendimento, conforme sugestão de aspectos considerados sugeridos a seguir:

Meio Físico
  • Os aspectos a serem abordados serão aqueles necessários para a caracterização do meio físico, de acordo com o tipo e o porte do empreendimento e segundo as características da região, por exemplo:
    • Clima e condições meteorológicas da área potencialmente atingida pelo empreendimento (umidade relativa, insolação, ventos, precipitações, séries meteorológicas expressivas, qualidade das precipitações);
    • Topografia (relevo);
    • Formação da geomorfologia e geologia (caracterização: análises, sondagens, imagens aéreas, sensoriamento remoto);
    • Solos da região na área em que os mesmos serão potencialmente atingidos pelo empreendimento: análise, aptidões, usos atuais
    • Qualidade do ar na região;
    • Níveis de ruídos na região;

Recursos hídricos superficiais e subterrâneos
  • Hidrologia superficial, hidrogeologia, oceanografia física, qualidade das águas, usos da água; Vazão de longo prazo (média anual); Vazão Q 7,10; Ciclo de estiagens e enchentes; Classificação de nascentes e corpos d’água;
    • Delimitação das bacias hidrográficas – área, desenvolvimento dos cursos d’água, índice de conformação ou de forma, largura média em baixa vazão;
    • Disponibilidade hídrica para os múltiplos usos: abastecimento doméstico (rural e urbano), dessedentação animais, abastecimento industrial, irrigação, aquicultura, navegação, energia elétrica, recreação – balneabilidade, drenagens urbanas e rurais; 

Qualidade das águas superficiais
  • Caracterização da infiltração através do solo; localização dos aquíferos, altura do lençol freático, variabilidade da zona de saturação e da umidade do solo; ensaios de permeabilidade, ensaios piezométricos para direção dos fluxos;
    • Perturbação da macro e microdrenagem - subsistência dos solos, qualidade das águas, origens naturais e antropogênicas da contaminação; índices de qualidade dos recursos hídricos.

Meio Biótico
  • Os aspectos abordados serão aqueles que caracterizam o meio biológico, de acordo com o tipo e porte do empreendimento e segundo as características da região. Poderão ser incluídos aqueles cuja consideração ou detalhamento possam ser necessários – ecossistemas terrestres, aquáticos, de transição, ou seja:
    • Levantamento botânico, faunístico e protista;
    • Levantamento de endemias;
    • Vegetação: principais espécies vegetais, extensão e distribuição de espécies em extinção;
    • Fauna: principais vegetais, extensão e distribuição de espécies em extinção;
    • Caracterização dos ecossistemas ou nichos

Meio Antrópico (Socioeconômico)
  • Serão abordados os aspectos necessários para caracterizar o meio antrópico, de acordo com o tipo e o porte do empreendimento e segundo as características da região. Esta caracterização aborda aquelas populações existentes na área atingida diretamente pelo empreendimento e as inter-relações próprias ao meio regional, passíveis de alterações significativas por efeitos indiretos do empreendimento que incluem, por exemplo:
    • Caracterização de uso e ocupação do solo, com informações em mapa, na área de influência do empreendimento;
    • Estrutura produtiva e de serviços;
    • Atividades dos setores primário, secundário, terciário;
    • Situação de empregos e sua criação;
    • Deslocamentos populacionais;
    • Dinâmica populacional na área de influência do empreendimento;
    • Os aspectos Paisagísticos e Estéticos.

2 - Descrição da ação proposta e suas alternativas e identificação, análise e previsão dos impactos significativos, positivos e negativos.
  • A partir do conhecimento das ações do projeto, suas alternativas e do diagnóstico ambiental da área afetada, efetua-se a análise dos impactos, que consiste na identificação e na caracterização dos impactos ambientais que serão objeto de medição e pesquisa detalhada.
  • Nessa etapa de análise (identificação, valoração e interpretação e interpretação) dos prováveis impactos ambientais sobre os meios físico, biológico e antrópico, são determinados e justificados os horizontes de tempo e os critérios considerados para descrever quais são os impactos:
    • Diretos e indiretos
    • Benéficos e adversos
    • Temporários, permanentes e cíclicos
    • Imediatos, médio e longo prazo
    • Reversíveis e irreversíveis
    • Locais, regionais e estratégicos
  • A análise dos impactos ambientais inclui a identificação, previsão de magnitude, interpretação da importância de cada um, permitindo uma apreciação abrangente das repercussões do empreendimento sobre o meio ambiente com a síntese conclusiva de cada fase prevista para o empreendimento – planejamento, implantação, operação e desativação, se for o caso (por exemplo: em caso de acidentes).
  • São mencionados os métodos usados para a identificação dos impactos, as técnicas utilizadas para a previsão da magnitude e os critérios adotados para a interpretação e análise de suas interações.

3 - Definição das medidas mitigadoras desses impactos, tais como, a implementação de equipamentos antipoluentes.
  • Nessa etapa são explicitadas as medidas que visam minimizar os impactos adversos identificados e quantificados na etapa da análise dos impactos ambientais, as quais são apresentadas e classificadas quanto:
    • À sua natureza preventiva ou corretiva, avaliando, inclusive, a eficiência dos equipamentos de controle de poluição em relação aos critérios de qualidade ambiental e aos padrões de disposição de efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos;
    • À fase do empreendimento em que deverão ser adotadas; planejamento, implantação, operação, desativação;
    • Ao fator ambiental a que se destinam: físico, biológico ou sócio-econômico;
    • Ao prazo de permanência de suas aplicações: curto, médio ou longo;
    • A responsabilidade pela implementação: empreendedor, poder público ou outros;
    • Ao seu custo.
  • Entre tais medidas, embora não expressamente prevista pela Resolução do CONAMA n° 237/97, poderão estar as compensatórias, em caso de impacto adverso irreversível, que não podem ser evitados ou mitigados.

4 - Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos.
  • O programa de monitoramento dos impactos é concebido a partir do diagnóstico ambiental da área de influência e da análise dos impactos, de modo que se possa acompanhar os impactos que efetivamente vierem a ocorrer.
  • Ressalta-se que, o monitoramento dos impactos produzidos pela atividade estudada ocorrerá após o deferimento da Licença de Operação. Contudo, já deverá estar programado desde a elaboração do EIA.
  • O coração do EIA são as alternativas tecnológicas e locacionais confrontadas com a hipótese de não execução do projeto, que contempla um prognóstico da qualidade ambiental da área de influência em diferentes situações resultantes de cada uma das alternativas consideradas, inclusive a alternativa do projeto não se realizar.
  • Nessa etapa de elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos podem ser apresentados os seguintes itens:
    • Indicação e a justificativa dos parâmetros selecionados para a avaliação dos impactos ambientais sobre cada um dos fatores ambientais considerados;
    • Indicação e a justificativa da rede de amostragem, incluindo seu dimensionamento e distribuição espacial;
    • Indicação e a justificativa dos métodos de coleta e análise das amostras; • indicação e a justificativa da periodicidade de amostragem para cada parâmetro, segundo os diversos fatores ambientais;
    • Indicação e a justificativa dos métodos a serem empregados no processo das informações levantadas, visando retratar o quadro da evolução dos impactos ambientais causados pelo empreendimento.

Etapas de elaboração do EIA/RIMA

Abordagem do meio físico nas etapas de elaboração de EIA/RIMA

RIMA – Relatório de Impacto Ambiental
  • O RIMA é um relatório-resumo dos resultados do EIA, em linguagem objetiva e acessível para não técnicos, com conteúdo mínimo também estabelecidos pela Resolução do CONAMA nº 001/86. Tem como principal finalidade dá acessibilidade a qualquer pessoa interessada nas informações colhidas e analisadas no EIA, por meio de uma linguagem didática e com o uso de ilustrações por mapas, cartas, gráficos, quadros e demais técnicas de comunicação visual, de modo que se possa entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todo o contexto de sua implementação.
  • Portanto, o EIA/RIMA é um conjunto de análises que busca verificar todos os possíveis impactos ambientais que poderão advir da instalação ou ampliação de uma atividade e seu entorno. É um arcabouço completo da relação do processo produtivo do empreendimento com o meio socioambiental.
  • A avaliação de impacto ambiental constitui uma metodologia para a análise de impactos ambientais que engloba desde o complexo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) até as modalidades mais simples, tais como o Relatório Ambiental Simplificado (RAS), Plano de Controle Ambiental (PCA), o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), entre outros.
  • O relatório de impacto ambiental, RIMA, refletirá as conclusões do estudo de impacto ambiental (EIA). O RIMA deve ser apresentado de forma objetiva e adequada a sua compreensão. As informações devem ser traduzidas em linguagem acessível, ilustradas por mapas, cartas, quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo que se possam entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as conseqüências ambientais de sua implementação.
  • Dessa forma, o Relatório de Impacto Ambiental deverá conter os seguintes itens:
    • I – Os objetivos e justificativas do projeto, sua relação e compatibilidade com as políticas setoriais, planos e programas governamentais;
    • II – A descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas e locacionais, especificando para cada um deles, nas fases de construção e operação a área de influência, as matérias primas, e mão-de-obra, as fontes de energia, os processos e técnica operacionais, os prováveis efluentes, emissões, resíduos de energia, os empregos diretos e indiretos a serem gerados;
    • III – A síntese dos resultados dos estudos de diagnósticos ambiental da área de influência do projeto;
    • IV – A descrição dos prováveis impactos ambientais da implantação e operação da atividade, considerando o projeto, suas alternativas, os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os métodos, técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e interpretação;
    • V – A caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, comparando as diferentes situações da adoção do projeto e suas alternativas, bem como com a hipótese de sua não realização;
    • VI – A descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos impactos negativos, mencionando aqueles que não puderam ser evitados, e o grau de alteração esperado;
    • VII – O programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
    • VIII – Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusões e comentários de ordem geral).

Atividades que exigem o EIA/RIMA
  • A elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA) e respectivo relatório de impacto ambiental (RIMA), a serem submetidos à aprovação do órgão estadual competente, e do IBAMA em caráter supletivo, devem ser realizados para o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como:
    • I – Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
    • II – Ferrovias;
    • III – Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
    • IV – Aeroportos, conforme definidos pelo inciso 1, artigo 48, do Decreto-Lei nº 32, de 18.11.66;
    • V – Oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários;
    • VI – Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230KV;
    • VII – Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos, tais como: barragem para fins hidrelétricos, acima de 10MW, de saneamento ou de irrigação, abertura de canais para navegação, drenagem e irrigação, retificação de cursos d’água, abertura de barras e embocaduras, transposição de bacias, diques;
    • VIII – Extração de combustível fóssil (petróleo, xisto, carvão);
    • IX – Extração de minério, inclusive os da classe II, definidas no Código de Mineração;
    • X – Aterros sanitários, processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos;
    • Xl – Usinas de geração de eletricidade, qualquer que seja a fonte de energia primária, acima de 10MW;
    • XII – Complexo e unidades industriais e agroindustriais (petroquímicos, siderúrgicos, cloro químicos, destilarias de álcool, hulha, extração e cultivo de recursos hídricos);
    • XIII – Distritos industriais e zonas estritamente industriais – ZEI;
    • XIV – Exploração econômica de madeira ou de lenha, em áreas acima de 100 hectares ou menores, quando atingir áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental;
    • XV – Projetos urbanísticos, acima de 100 ha ou em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes;
    • XVI- Qualquer atividade que utilizar carvão vegetal, derivados ou produtos similares, em quantidade superior a dez toneladas por dia;
    • XVII – Projetos Agropecuários que contemplem áreas acima de 1.000 ha ou menores, neste caso, quando se tratar de áreas significativas em termos percentuais ou de importância do ponto de vista ambiental, inclusive nas áreas de proteção ambiental.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Aula 5.2 - Bacias Hidrográficas do Brasil


Dando continuidade a aula anterior, nesse vídeo iremos falar sobre as doze bacias hidrográficas brasileiras.




terça-feira, 21 de janeiro de 2020

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Conceitos de Educação Ambiental
  • Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.

Política Nacional de Educação Ambiental - Lei nº 9795/1999, Art. 1º
  • A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental.
  • A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação.

A importância de se investir em Educação Ambiental
  • É inquestionável a necessidade de uma mudança de postura, tanto da sociedade, quanto das empresas e governos, no que diz respeito às questões que permeiam ações de sustentabilidade.
  • Muitos problemas ambientais, que em um primeiro momento parecem complicados de se resolverem, podem ser solucionados de maneira rápida e simples, desde que haja investimento, mesmo que mínimo, em educação ambiental.
  • Foi em 1999 que esse tema foi colocado em pauta e resultou na aprovação da lei nº 9.795, que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental.
  • Muito longe de se limitar a falar apenas sobre a preservação da natureza, a Educação Ambiental é um processo que possibilita o indivíduo e a comunidade como um todo construírem seus valores, habilidades, adquirem conhecimentos e agirem de maneira consciente e sadia, impactando positivamente para o meio ambiente e a qualidade de vida.
  • Os programas que aplicam essa metodologia têm como objetivo estimular e desenvolver a compreensão integrada do meio ambiente e as relações sociais, econômicas, políticas, científicas e culturais.
  • Desse modo, as questões ambientais estão diretamente ligadas com a responsabilidade socioambiental em esfera individual e coletiva. 
  • A Educação Ambiental estabelece que o desenvolvimento sustentável deve ser estimulado do micro para o macro. Ou seja, integrada a educação básica, o indivíduo passa a aderir atitudes sustentáveis em pequenas ações de seu dia-a-dia, como realizar coleta seletiva em sua casa, economizar energia e água, entre outros. Assim, expandindo essas ações para bairros, zonas regionais, cidades, estados, países.
  • É por meio da Educação Ambiental que se desperta a preocupação para um tema tão delicado no nosso dia-a-dia. É por meio dela que podemos criar uma sociedade mais sustentável, saudável e responsável.
  • Além de incentivar atividades sustentáveis, a Educação Ambiental proporciona outros benefícios, como:

Construção de uma sociedade consciente
  • A Educação Ambiental trabalha com o papel transformador do indivíduo. Ela evidência a importância da ação de cada um para o crescimento da comunidade como um todo. Contribui para a construção individual e coletiva de uma visão de mundo mais consciente. Estimula a prática da cidadania e estabelece um compromisso de responsabilidade com o meio ao redor, criando uma sociedade mais crítica e engajada.

Melhora da qualidade de vida e saúde
  • Uma sociedade engajada se envolve com a manutenção, limpeza e conservação dos espaços públicos, além de se preocupar com o bem-estar e a saúde coletiva. A Educação Ambiental, a partir do momento que incentiva a criação de ambientes saudáveis e conscientes, gera saúde e qualidade de vida para a comunidade.
  • Bairros e regiões que possuem programas ativos de educação ambiental indicam queda nos índices de casos de dengue, doenças respiratórias e doenças de pele, pois o trabalho executado por esses programas alteram o espaço que permeia a região e eliminam agente patológicos e causadores de doenças. Potencial empreendedor.
  • É com a construção de uma outra visão de mundo mais coletiva e crítica que novas ideias de negócios começam a surgir. Jovens empreendedores encontram nas ações sustentáveis uma forma de criarem empresas, gerando desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Gera renda e emprego
  • Novas ideias de negócios, novos empregos e geração de renda. A Educação Ambiental incentiva a criação de mentes de agentes transformadores, que atuam na sociedade, possibilitando o desenvolvimento de seu espaço de maneira sustentável. Foram das ideias dessas mentes que surgiram locais como companhias de reciclagem, cooperativas, hortas orgânicas que geram renda e empregos para comunidades em diversas partes do País.

Consumo consciente
  • É a partir também da Educação Ambiental que se estimula a ideia do consumo consciente. Segundo pesquisas, a população global já consome 30% mais recursos naturais do que o Planeta é capaz de renovar.
  • Todo consumo gera um impacto. Tendo conhecimento disso, a Educação Ambiental ensina o cidadão a pensar antes de consumir, identificar quais são suas necessidades e até mesmo incentivar o descarte correto dos resíduos de produtos que não são mais utilizados.

Preservação dos recursos naturais
  • Educação Ambiental é também pensar a longo prazo. Portanto, é necessário educar em relação a conservação dos recursos naturais. Medidas simples, como economia de água, energia elétrica, reciclagem, reutilização de papéis, auxiliam para que as gerações futuras, que também precisarão dos recursos naturais para sobreviverem, não vivam em situações precárias.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

ÉTICA AMBIENTAL

  • Criado na década de 1960, o conceito de ética ambiental tem origem filosófica e consiste em um conjunto de teorias e indicações práticas que têm o meio ambiente como foco. Além de buscar promover uma relação mais próxima e cuidadosa para com o meio natural, a ética ambiental preconiza que as relações entre os seres humanos sejam respeitosas e construtivas e que esta lógica se estenda ao relacionamento com animais, plantas, espécies e ecossistemas.
  • A variação ambiental da ética, apesar de aparentar simplicidade, é complexa e até hoje merece atenção de especialistas e pesquisadores, principalmente aqueles que buscam compreender formas para o homem adquirir a habilidade de lidar com o meio ambiente natural de maneira mais consciente e menos destrutiva.
  • Por sua abrangência e profundidade, a ética ambiental é, claramente, de grande importância para os dias atuais. O aumento da conscientização em relação ao meio ambiente deixa cada vez mais claro os impactos causados pela ação humana na natureza e evidencia o quanto os resultados podem ser desastrosos na ausência de um senso ético adequado.
  • De acordo com as premissas básicas da ética ambiental, as atitudes dos homens devem ser medidas de acordo com a relação que estabelece consigo, com seus iguais e com todos os seres vivos, sem nenhuma hierarquia. Um tipo de percepção que poderia ajudar, e muito, em resoluções para a garantia de um futuro realmente sustentável para o planeta.

Expansão do Capitalismo e Danos Ao Meio Ambiente
  • Com a chegada da Revolução Industrial os meios de produções aumentaram as atividades ao ponto de não se importar com o número de gases poluentes gerados à atmosfera. A tecnologia trouxe vantagens e desvantagens aos seres humanos. A demanda por alimentos cresce em ritmo forte ao redor do globo terrestre. Com o boom de laboratórios e institutos de pesquisa surgiram elementos tóxicos que servem para proteger o plantio e ao mesmo tempo fornecer alimento para o público em geral.

A importância da Ética ambiental
  • Por um lado o mundo diminui o número de famintos, por outro as águas subterrâneas sofrem danos negativos ao ponto de prejudicar o desenvolvimento de outras espécies no território ao redor. Cientistas aumentaram as evidências que demonstraram danos ao meio ambiente por causa das produções agrícolas e industriais. Com a pressão por parte de ativistas e opinião pública o governo cria leis para evitar com que os níveis produtivos não causam danos graves na natureza.

Os Princípios da Ética Ambiental
  • Existem tipos diferentes de ética ambiental. Com o aumento das pesquisas e teorias que acontece desde os anos sessenta do século XX cresce o número de teoremas que inserem e retiram pontos que se caracterizam de forma direta com as principais diretrizes sobre como se relacionar de forma qualitativa com o meio ambiente. Representa ponto que deve ser discutido em sala de aula sob a ótica da educação ambiental.

Relação com o Meio Ambiente: Princípios da Ética Ambiental
  • Se relacionar de forma adequada com o meio ambiente representa um dos princípios de ética ambiental. De forma principal porque com o tempo o poder público aumenta os limites para poder desmatar, visto que as empresas que não seguem as regras possuem riscos de receberem multas altas, além de correr o risco de ter a produção parada até o momento em que os equipamentos estejam adequados.

Cuidados com o Povo ao Redor: Princípios da Ética Ambiental
  • O meio ambiente não representa apenas as florestas tropicais repletas de animais e espécies silvestres. Também os locais urbanos em que as árvores precisam dividir espaço com o concreto. Por esse motivo, fábricas que fazem barulho excessivo e causam poluição sonora em termos ambientais podem ser obrigadas a mudar de local para produzir ou a investir em processos que servem para diminuir o barulho do som. Não apenas os vizinhos humanos ficam com a mente prejudicada como também os animais que vivem ao redor, de forma principal quando a empresa está presente em locais repletos de vida vegetal e fauna.

Respeitar o Ecoturismo: Os Princípios da Ética Ambiental
  • O respeito ao meio ambiente durante as viagens que servem para conhecer ou aproveitar as características do bioma para fazer atividades esportistas também pode se considerar uma regra de etiqueta no meio ambiente. Procure respeitar ao máximo as regras que estão estipuladas de acordo com a lei, visto que as mesmas foram divulgadas como normais gerais depois da análise qualitativa e quantitativa de técnicos especialistas que trabalham com o poder público.
  • Por exemplo, existem locais nos quais existe a proibição expressa para o uso de automotivos no local, o que inclui motocicletas ou carros, por exemplo. Às vezes nem mesmo a bicicleta pode existir no habitat. Existem parques nacionais nos quais está proibida a presença do tráfego humano. Apenas especialistas podem entrar no local, desde que tenham alvará do governo para explorar ou estudar.
  • Brasil é um país repleto de ecossistemas e biomas. Locais montanhosos trazem cavernas e são procurados por grupos de todas as idades que desejam acampar e ficar ao lado da natureza diversos dias em sequência. Quando for ficar na cabana não se esqueça de recolher todos os tipos de lixos, além de fazer o mínimo de barulho possível para não provocar modificações no comportamento dos animais.

Práticas de Sustentabilidade: Os Princípios da Ética Ambiental
  • A sustentabilidade deixou de ser apenas atitude da moda para se tornar realidade concreta que ganha força com o tempo. O mundo sofre também por causa do excesso de lixo das populações em ascensão. Os aterros sanitários recebem resíduos que não são indicados ao sistema e por consequência aumentam a degradação não apenas do solo como também na atmosfera. Por esse motivo estímulo de sociedades públicas e privadas em ensinar educação ambiental do gênero ao público em geral.

Reciclagem: Princípios da Ética Ambiental
  • Há grande necessidade da reciclagem nos centros urbanos e rurais. Ao colocar os resíduos em sistema de reuso os aterros sanitários ficam com menor lixo e por consequência podem trabalhar melhor no processo que objetiva decompor os materiais de forma natural. Em algumas cidades do sistema de recolha do lixo acontece de forma separada de acordo com a lei. Ou seja, habitantes devem levar em conta os princípios da ética ambiental no sentido de separar o lixo de forma correta ou ficarem suscetíveis de receberem multas.

Comércio de Produtos Eletrônicos
  • Quando for consumir produtos eletrônicos leve em conta a compra no mercado de usados. Dessa maneira diminuem as chances das unidades seguirem para os aterros sanitários que não possuem a capacidade de trabalhar com a decomposição. Ao invés de jogar no lixo convencional, procure negociar o usado ou fazer a manutenção para colocar a venda em melhores condições.

Comprar Produtos: Denunciar Propaganda Ilegal
  • Na hora de comprar os produtos com selo de sustentáveis, consumidores precisam confirmar a informação nos sites oficiais dos símbolos de qualidade. Caso se trate de uma fraude, procure informar a empresa e a polícia e por consequência faça o papel de princípio ambiental que consiste em denunciar os atos ilegais que se relacionam com o meio ambiente.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

MAIORES PROBLEMAS AMBIENTAIS DA ATUALIDADE

  • Uma grande preocupação é que esses problemas acabem tornando impossível a vida humana no planeta nos próximos anos. Várias espécies da fauna e flora já se despediram da face da terra e se continuarmos nesse ritmo um dia pode ser o ser humano a não poder mais viver nesse planeta. Saiba um pouco mais sobre os maiores problemas ambientais da atualidade e como eles afetam o planeta.

Os Maiores Problemas Ambientais da Atualidade
Crescimento Demográfico Acelerado
  • O crescimento demográfico acelerado juntamente com o desenvolvimento tecnológico causa uma grande pressão sobre os sistemas e os recursos naturais acarretando em impactos ambientais sem precedentes.
  • A taxa de fecundidade das mulheres tem diminuído nos países desenvolvidos, porém, mesmo assim o crescimento demográfico nunca esteve tão acelerado. Além de tudo isso aconteceu um grande aumento na produção industrial que acompanha os novos padrões de consumo.
  • A partir do momento que o crescimento demográfico acontece de forma acelerada aumenta também a quantidade de pessoas aglomeradas em áreas urbanas. Para se ter uma ideia existem centros urbanos com mais de 15 milhões de habitantes.
  • Os centros com alta densidade populacional necessitam de mais recursos, mais infraestrutura e mais energia. Essa demanda exponencial por recursos cria complexos problemas para o meio ambiente bem como problemas econômicos e sociais.

Desmatamento
  • O desmatamento, em especial de áreas de floresta tropical, gera diversos problemas como a redução da produtividade dos solos, erosão, assoreamento, perda de biodiversidade entre outros. Além disso, quanto mais se desmata mais se deixa o planeta sem condições de lutar contra o aquecimento global devido a redução da vegetação.

Poluição Marinha
  • Muito se fala sobre a poluição causada pelos escapamentos de carros na atmosfera, porém, é importante falar também sobre a poluição marinha que vem se tornando cada vez mais grave. Em grande parte essa poluição acontece pela descarga de esgotos domésticos e industriais por meio de emissários submarinos.
  • Há também os desastres ecológicos de grande proporção como, por exemplo, o naufrágio de petroleiros. Esse tipo de poluição causa a perda de biodiversidade como, por exemplo, espécies de corais que são mais frágeis. O acúmulo de metal pesado nas regiões costeiras e estuários também é um grande problema.

Poluição do Ar e do Solo
  • Um dos tipos de poluição mais comentados pela mídia é também um dos maiores problemas ambientais da atualidade. A poluição do ar e do solo é causada na maioria dos casos por indústrias, agroindústrias e por automóveis. Esses agentes de poluição chegam ao ar e ao solo através de emissões atmosféricas das indústrias, resíduos industriais, disposição inadequada de resíduos como o lixo, por exemplo.
  • O uso de produtos aerossóis contribui para o acúmulo de poluição na atmosfera. O solo em especial pode ser contaminado pelo uso indiscriminado de herbicidas e pesticidas.

Poluição e Eutrofização de Águas Interiores
  • A poluição de rios, lagos e represas representa uma grande preocupação ambiental. Dentre as causas mais comuns da poluição das águas estão os resíduos orgânico que tem sua origem nos centros urbanos e as atividades agropecuárias que exercem diversos efeitos sobre os recursos hídricos continentais.
  • O mais grave disso é que esses recursos hídricos são necessários para o abastecimento das populações, ou seja, as pessoas acabam perdendo água potável. A qualidade da água passa por uma grande deterioração que é causada pelo fenômeno da eutrofização que consiste no acúmulo de metais pesados no sedimento. As consequências desse problema são mudanças na lógica das populações de peixes que mudam o ritmo de pesca e também a inviabilização da água para diversos usos.

Grandes Obras
  • A realização de grandes obras de construção civil como a de usinas hidrelétricas, canais e portos causa inúmeros danos ao meio ambiente. É até difícil mensurar quantos danos ambientais uma construção de porte grandioso pode causar nos ecossistemas aquáticos e terrestres que a cercam.

Aquecimento Global
  • O mais famoso entre os problemas enfrentados pelo meio ambiente atualmente é também um dos mais graves, pois afeta diretamente a possibilidade de continuidade da vida humana no planeta. A elevação das temperaturas se deve principalmente a concentração dos gases do efeito estufa na troposfera terrestre (primeira camada da atmosfera).
  • Ajudando a potencializar esse efeito de aquecimento global existem ainda as partículas poluentes. O aquecimento global é resumidamente o aumento da temperatura do planeta que acontece devido a uma retenção maior da radiação infravermelha térmica que está presente na atmosfera.
  • Para se ter uma ideia da gravidade é importante dizer que cada um dos graus Celsius que aumentam na temperatura da terra acarretam em consequências diferentes que acabam se tornando cumulativas. De acordo com o 2º relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1°C já será capaz de atuar sobre o derretimento das geleiras.
  • Quanto mais o nível do mar sobe, devido ao degelo, mais ameaça representa para cidades costeiras do mundo todo. O aumento de temperatura ainda pode acarretar em outros problemas igualmente graves como o comprometimento do abastecimento de água, por exemplo.

Aumento da Necessidade Energética
  • O crescimento da população criou um aumento da demanda energética que está trazendo consequências catastróficas para o meio ambiente. Para conseguir produzir mais energia em larga escala é necessário construir mais usinas hidrelétricas e termelétricas, usinas nucleares entre outros.
  • A utilização de combustíveis fósseis é outro ponto que gera preocupação uma vez que não são recursos renováveis e que contribuem para uma produção ainda maior de gases do efeito estufa que atuam no aquecimento global.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

PERDA DA BIODIVERSIDADE

  • O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies, que são irrecuperáveis.
  • A interferência desordenada humana no meio ambiente é a grande causadora da perda da biodiversidade mundial. Plantas e animais têm sido exterminados de maneira muito rápida pela ação humana. A taxa de extermínio de espécies ocasionada pelo homem é 50 a 100 vezes superior aos índices de extinção por causa natural.
  • Veja alguns exemplos da ação do homem e suas conseqüências na biodiversidade do planeta:
    • Eliminação ou alteração do habitat pelo homem - é o principal fator da diminuição da biodiversidade. A retirada desordenada da camada de vegetação nativa para construção de casas ou para atividade agropecuária altera o meio ambiente. Em média, 90% das espécies extintas acabaram em conseqüência da destruição de seu habitat;
    • Super-exploração comercial - ameaça muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres;
    • Poluição das águas, solo e ar - estressam os ecossistemas e matam os organismos;
    • Introdução de espécies exóticas - ameaçam os locais por predação, competição ou alteração do habitat natural

Diminuir perda de biodiversidade exige medidas extras
  • O Planeta fornece recursos naturais em quantidade 20% superior à capacidade de reposição.
  • Se, de um lado a biodiversidade no planeta ganha com o aumento na superfície de áreas protegidas, de outro perde com desmatamento em níveis elevados, o declínio de populações tradicionais, a ameaça de extinção de espécies e a fragmentação de florestas. Todos esses diversos tipos de degradação levam a uma demanda global por recursos 20% além da capacidade de a Terra repor o que dela é retirado.
  • Outro problema é a introdução de espécies exóticas em ecossistemas, como resultado do aumento do número de viagens e do comércio. As perdas ambientais anuais causadas pela introdução de pragas exóticas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, África do Sul, Índia e Brasil são calculadas em US$ 100 bilhões, aponta o relatório.
  • Avaliada favoravelmente, a expansão da superfície de áreas protegidas (hoje, 12% do planeta são áreas de proteção, no total de 105 mil unidades) não é uniforme em todos pontos. A maioria das ecorregiões está aquém da meta de 10% de áreas protegidas.
  • A situação é particularmente grave nos ecossistemas marinhos, que têm escassa proteção, assim como na perda, elevada, de florestas que se transformam em terras agrícolas e pasto. A cada ano, cerca de 13 milhões de hectares (área semelhante ao território da Grécia) são desmatados para dar lugar a atividades agropastoris. A construção de infra-estrutura também impacta profundamente a diversidade. E, nesse quesito, a construção de barragens e o isolamento de manchas florestais, fragmentando os ecossistemas e os biomas, têm um papel de destaque.
  • Embora haja uma tendência em degradação da biodiversidade, a adoção de mecanismos de controle pode reverter esta situação em habitats ou espécies específicos. Entre estas iniciativas estão a adoção de áreas protegidas ou programas de prevenção da poluição. Outras medidas vão simplesmente no sentido de aprimorar o uso de recursos. No caso do nitrogênio, um aumento de 20% na eficiência do uso de nitrogênio nos sistemas de produção de cereais poderia reduzir globalmente o nitrogênio reativo em 6%.
  • A preocupação com a eficiência da agricultura é um dos nortes na busca da contenção da perda da biodiversidade. As ações neste campo ainda contemplam o planejamento mais eficiente na expansão agrícola e a moderação no consumo de alimentos. Neste aspecto, o Panorama da Biodiversidade Global aponta que muitas ações que poderiam ser implantadas para erradicar a pobreza extrema tendem a reduzir a biodiversidade no curto prazo, se medidas de precaução não forem tomadas conjuntamente.

Diversidade Biológica
  • Biodiversidade ou diversidade biológica (grego bios, vida) é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e conceito tem adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes políticos e cidadãos consciencializados no mundo todo. Este uso coincidiu com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas décadas do Século XX.
  • Refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.
  • A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementariedade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.
  • Outra definição, mais desafiante, é "totalidade dos genes, espécies e ecossistemas de uma região". Esta definição unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
    • Diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.
    • Diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
    • Diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
  • A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar, mas há uma tendência da ciência oficial em reduzir toda a diversidade ao estudo dos genes. Isto leva ao próximo tópico.

Abordagens da biodiversidade
  • Para os biólogos geneticistas, a Biodiversidade é a diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação, troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e constituem, talvez, a evolução.
  • Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a Biodiversidade não é só apenas a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem do ambiente.
  • Para os ecólogos, a Biodiversidade é também a diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica também ao biótopo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo que os envolvem.
  • A cultura humana tem sido determinada pela Biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
  • É fonte primária de recursos para a vida diária, fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada Agrobiodiversidade.
  • Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de produção" (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água, moderação do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais.
  • Se os recursos naturais são de interesse econômico para a comunidade, sua importância econômica é também crescente. Novos produtos são desenvolvidos graças a biotecnologias, criando novos mercados. Para a sociedade, a biodiversidade é também um campo de trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes recursos.
  • Finalmente, o papel da Biodiversidade é "ser um espelho das nossas relações com as outras espécies de seres vivos", uma visão ética dos direitos, deveres, e educação.

Pontos críticos da Biodiversidade
  • Um ponto crítico (hot spot) de Biodiversidade é um local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos.
  • Alguns deles:
    • O Brasil tem 1/5 da Biodiversidade mundial, com 50 000 espécies de plantas, 5 000 de vertebrados, 10-15 milhões de insetos, milhões de microrganismos. A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000 espécies de plantas e 81 000 de animais.

Biodiversidade: tempo e espaço
  • A Biodiversidade não é estática. É um sistema em constante evolução tanto do ponto de vista das espécies como também de um só organismo. A meia-vida média de uma espécie é de um milhão de anos e 99% das espécies que já viveram na Terra estão hoje extintas.
  • A Biodiversidade não é distribuída igualmente na Terra. Ela é, sem dúvida, maior nos trópicos. Quanto maior a latitude, menor é o número de espécies, contudo, as populações tendem a ter maiores áreas de ocorrência. Este efeito que envolve disponibilidade energética, mudanças climáticas em regiões de alta latitude é conhecido como efeito Rapoport.
  • Existem regiões do globo onde há mais espécies que outras. A riqueza de espécies tendem a variar de acordo com a disponibilidade energética, hídrica (clima, altitude) e também pelas suas histórias evolutivas.

O valor econômico da Biodiversidade
  • Ecólogos e ambientalistas são os primeiros a insistir no aspecto econômico da proteção da diversidade biológica.
  • A maioria das pessoas vêem a biodiversidade como um reservatório de recursos que devem ser utilizados para a produção de produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Este conceito do gerenciamento de recursos biológicos provavelmente explica a maior parte do medo de se perderem estes recursos devido à redução da Biodiversidade. Entretanto, isso é também a origem de novos conflitos envolvendo a negociação da divisão e apropriação dos recursos naturais.
  • Uma estimativa do valor da Biodiversidade é uma pré-condição necessária para qualquer discussão sobre a distribuição da riqueza da Biodiversidade. Estes valores podem ser divididos entre:
    • Valor de uso;
    • Uso direto através do turismo, ou de novas substâncias farmacêuticas ganhas através da biodiversidade, etc.;
    • Uso indireto, como a polinização de plantas e outros serviços biológicos; o não uso, ou valor intrínseco.

Inventário de espécies
  • A Sistemática mede a Biodiversidade simplesmente pela distinção entre espécies. Pelo menos 1,75 milhões de espécies foram descritas; entretanto, a estimativa do verdadeiro número de espécies existentes varia de 3,6 para mais de 100 milhões. Diz-se que o conhecimento das espécies e das famílias tornou-se insuficiente e deve ser suplementado por uma maior compreensão das funções, interações e comunidades. Além disso, as trocas de genes que ocorrem entre as espécies tendem a adicionar complexidade ao inventário.

A Biodiversidade está ameaçada?
  • Durante as últimas décadas, uma erosão da Biodiversidade foi observada. A maioria dos Biólogos acredita que uma extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito dos números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é maior agora do que em qualquer outra época da história da Terra.
  • Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Todo ano, entre 17.000 e 100.000 espécies são varridas de nosso planeta. Alguns dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às atividades humanas, em particular a destruição dos habitats de plantas e animais.
  • Alguns justificam a situação não tanto pelo sobre uso das espécies ou pela degradação do ecossistema quanto pela conversão deles em ecossistemas muito padronizados. (ex.: monocultura seguida de desmatamento). Antes de 1992, outros mostraram que nenhum direito de propriedade ou nenhuma regulamentação de acesso aos recursos necessariamente leva à sua diminuição (os custos de degradação têm que ser apoiados pela comunidade).
  • Entre os dissidentes, alguns argumentam que não há dados suficientes para apoiar a visão de extinção em massa, e dizem que extrapolações abusivas são responsáveis pela destruição global de florestas tropicais, recifes de corais, mangues e outros habitats ricos.
  • A domesticação de animais e plantas em larga escala é um fator histórico de degradação da biodiversidade, gerando a seleção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são selecionados e protegidos pelo homem em detrimento de outros.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Aula 5.1 - Bacias Hidrográficas

Fala pessoal, feliz 2020 a todos com muita paz e sucesso. Vamos continuar as nossas aulas começando a aula 5 com o tema Hidrografia e o assunto que iremos tratar nesse primeiro vídeo de 2020 serão as Bacias Hidrográficas.









terça-feira, 14 de janeiro de 2020

A RECUPERAÇÃO AMBIENTAL E OS BENEFÍCIOS PARA O MEIO AMBIENTE

  • A intensificação das atividades agropecuárias, de mineração e extração de recursos naturais tem provocado a degradação dos ecossistemas e da biodiversidade. Além destes impactos ambientais, o problema também traz consequências econômicas e sociais, o que levou à criação de estratégias de conservação e recuperação ambiental, aplicadas nas áreas afetadas pela exploração exaustiva dos recursos.
  • Independente da atividade desenvolvida considera-se como degradadas áreas que apresentam uma das seguintes características: erosão, ausência de cobertura vegetal, superfície espelhada, presença de lixo, camada de solo fértil removida, entre outros. Identificadas as necessidades específicas para a recuperação de cada local, são aplicadas técnicas – incluindo correções físicas e químicas – que proporcionam o restabelecimento e a recomposição da vegetação original.
  • São três as técnicas mais utilizadas no processo de recuperação ambiental: a regeneração natural, em que não é feito nenhum tipo de intervenção, deixando a área livre para que se desenvolva naturalmente; o plantio por sementes e o plantio de mudas, essa última com alto nível de sucesso, sendo a mais utilizada.
  • Em propriedades privadas, a conservação de áreas com vegetação natural é uma exigência estabelecida pelo Código Florestal, através da criação das chamadas “reservas legais”. Estes locais – com extensão equivalente a 20% da área total – devem ser preservados e explorados apenas com manejo sustentável. Apesar da importância ambiental desta determinação, criada em 1965, ela ainda hoje é motivo de discussão entre proprietários, governo e ambientalistas.
  • Além da aplicação de técnicas que beneficiam a recuperação do meio ambiente, a conservação de áreas naturais também exige a imposição de limites à ação humana. As implicações e limitações às atividades desenvolvidas em cada região são necessárias para evitar um novo desgaste ou esgotamento dos recursos.
Recuperação e restauração de áreas degradadas
  • Devido ao crescimento populacional, industrial e agrícola acontece também um aumento na demanda por recursos naturais. Dessa forma a diversidade ecológica sofre constante redução e ameaças. Especialmente no Brasil, que é um país mega diverso, devemos nos manter conscientes da forma como os recursos vêm sendo administrados, empregando, sempre que possível, métodos sustentáveis e ambientalmente equilibrados de produção e consumo.
  • O ensino da Conservação é um dos passos necessários para a conscientização e correção de problemas ambientais.
  • Quando o assunto é áreas degradadas, a terminologia utilizada é bastante variada, afinal: as áreas florestais degradadas devem ser RECUPERADAS ou RESTAURADAS?
  • De modo geral, ambas sugerem a recomposição de um ambiente degradado, as especificidades dependem do objetivo que o projeto pretende alcançar. Na RECUPERAÇÃO busca-se recuperar a função da vegetação naquele ambiente, como por exemplo, evitar a erosão do solo, regular processos biogeoquímicos (ciclo da água, carbono, nitrogênio), sem necessariamente levar em consideração a composição florística, ou seja, as espécies que irão compor o ambiente.
  • Já quando o interesse é a RESTAURAÇÃO, então o trabalho é voltado ao restabelecimento dos processos naturais que possibilitarão que a vegetação retorne ao mais próximo possível da sua condição original (antes de ter sofrido qualquer interferência humana). Nesse caso, é requerido o uso exclusivo de espécies nativas, já que a função é manter a singularidade deste ambiente.
  • Por mais que os termos, eventualmente, sejam empregados sem precaução eles representam ideias bastante diferentes. E, sem dúvidas, a restauração de áreas degradadas é muito mais interessante do ponto de vista da conservação da biodiversidade, pois além de fornecer benefícios físicos para a região florestada ainda contribui na preservação da diversidade tanto florestal quanto da fauna que utiliza as espécies nativas como fonte de alimentos e refúgio.
A recuperação de áreas degradadas
  • Áreas degradadas são aquelas que contam com ecossistemas danificados, transformados ou inteiramente destruídos pela ação humana e o dever de recuperá-las está previsto na Constituição Federal.
  • Devido às atividades de mineração, desmatamento e disposição de resíduos, as áreas degradadas contam com a presença de processos erosivos, ausência e diminuição de cobertura vegetal e dificuldade no reestabelecimento de um equilíbrio sistêmico.
  • Dependendo do grau em que a área foi afetada, é possível empregar diversas técnicas de recuperação que possibilitam sua regeneração.
  • A recuperação de uma área degradada tem por objetivo permitir que o espaço danificado volte a contar com recursos bióticos e abióticos suficientes para que se mantenha em equilíbrio. Ela deve prever a sua nova utilização em consonância com um plano de uso do solo preestabelecido. Tal plano de recuperação deve ter como princípios o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação dos ecossistemas como diretrizes para a recuperação.
  • Dependendo do nível de degradação, a área pode sofrer uma restauração visando o retorno a um estado intermediário estável. A área também pode passar por uma reabilitação, na qual sofre um retorno ao estado intermediário das condições da vegetação. Por fim, poderá sofrer uma redestinação ou redefinição, quando a presença humana é necessária para auxiliar o processo de restauração.
  • Para promover o processo de recuperação primeiramente é preciso identificar o local e o tipo de ecossistema a ser restaurado. É necessário também identificar o agente causador da degradação e se existe a necessidade de intervenções indiretas para a restauração. Para a recuperação são empregadas diversas técnicas que serão aplicadas de acordo com as condições da área degradada.
Tipos de recuperação
  1. Condução da Regeneração Natural
    1. De acordo com o nível de degradação é possível que uma área se regenere naturalmente. No entanto, para que isso ocorra é necessário superar algumas barreiras que podem prejudicar o processo de regeneração, tais como: ausência de sementes para a colonização do local, falha no desenvolvimento de mudas jovens, falta de simbiontes, polinizadores, dispersadores, entre outros.
    2. Este método vem sendo amplamente indicado no caso de recuperação de áreas de preservação permanente.
  2. Plantio por sementes
    1. O plantio de sementes é outra técnica de regeneração. Para que seja bem sucedida, é preciso que seja empregada sob condições mínimas que permitam o processo de regeneração, favorecendo o recrutamento de embriões vegetais e permitindo a substituição de simbiontes e polinizadores faltantes.
  3. Plantio de mudas
    1. O plantio de mudas é uma das técnicas mais onerosas, do ponto de vista financeiro, porém uma das mais efetivas para regenerar uma área degradada. O plantio de mudas nativas, em geral, apresenta índices de alto crescimento, após 2 anos, em geral, a área já se encontra restabelecida e em equilíbrio.
O papel do gestor ambiental na recuperação
  • O gestor ambiental é um profissional que reúne tanto conhecimentos técnicos quanto habilidades para coordenação de projetos ambientais. Assim, no que se refere à recuperação de áreas degradadas, sua expertise se torna essencial, na medida em que é capaz de avaliar a regeneração da área, bem como gerenciar ações a serem tomadas junto a outros profissionais.
  • Com as diretrizes impostas pelo Novo Código Florestal, as áreas ambientalmente protegidas demandam uma atenção em especial no que se refere aos casos de regeneração, em especial as áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente.
Origens da degradação ambiental
  • A degradação pode ser fruto de:
    • Mineração;
    • Uso intensivo do solo para fins agropecuários (herbicidas, salinização do solo, superpastejo, etc);
    • Queimadas consecutivas;
    • Desmatamento.
Características de uma área degradada
  • Menor diversidade de espécies
  • Ausência de estrutura vegetal
  • Ausência de solo
  • Baixíssima ou ausente capacidade de regeneração natural
Características de uma Área conservada
  • Maior diversidade de espécies
  • Maior estrutura vegetal e animal
  • Presença de solo
  • Alta capacidade de recuperação natural
  • A recuperação de áreas degradadas tem por objetivo fornecer ao ambiente degradado, condições favoráveis a reestruturação da vida num ambiente que não tem condições físicas, químicas e/ou biológicas de se regenerar por si só. Através de obras no terreno como a construção de terraços, banquetas, etc., ou ainda, da implantação de espécies vegetais, podemos conduzir a recuperação de uma área degradada.
Poluição e degradação ambiental
  • No meio urbano, o simples fato da maior parte das áreas serem desflorestadas já constitui um sério problema ambiental. No entanto, as cidades acumulam inúmeros outros problemas ambientais. Os veículos movidos a combustíveis fósseis lançam no ar toneladas de partículas poluentes, que prejudicam o funcionamento de todos os ambientes próximos, além de serem a causa de diversos problemas de saúde para o ser humano.
  • Outra conseqüência do uso de combustíveis fósseis é a formação de ácidos, a partir dos óxidos de carbono e enxofre, que resultam nas chuvas ácidas. Esse fenômeno altera de forma negativa os ecossistemas aquáticos, prejudicando a agricultura e as florestas.
  • A questão dos lixões e o esgotamento dos Aterros Sanitários é um sério problema para todos os municípios. A preocupação com o destino desses resíduos vem crescendo: ao invés de causar prejuízos sociais e ambientais o lixo pode gerar lucro. A criação de cooperativas de “catadores de lixo”, é um exemplo de solução que associa o sustento econômico de muitas famílias à preservação ambiental.
  • Outro sério problema nos centros urbanos é o lançamento de esgotos domésticos e industriais considerados a principal forma de poluição das águas. A advertência dos ecólogos sobre a necessidade de tratamento adequado também não é recente. Porém, mesmo nos países ricos, a recuperação de rios começou a acontecer nos últimos anos, sendo que ainda há muito que se fazer. As indústrias lançam nas águas, diariamente, toneladas de substâncias que não podem ser decompostas por processos naturais, e que conseqüentemente acumulam-se nos seres vivos. Os chamados metais pesados. Os resíduos industriais podem ainda se acumular no solo, tornando extensas áreas impróprias para a maior parte das atividades humanas.
  • Para se ter uma noção da influência da expansão das fronteiras agrícolas na degradação ambiental, segundo informações do Ministério do Meio Ambiente, 33% da vegetação do cerrado das nascentes do Rio Xingu e de seus afluentes já foram destruídas. A bacia do Rio Xingu atravessa dois importantes biomas brasileiros, o Cerrado e a Floresta Amazônica, com um território de 2,6 mil hectares e o principal vetor deste ritmo de degradação é o modelo de atividade agropecuária, implantado a partir da década de 60.
Erosão
  • O fenômeno de degradação e decomposição das rochas, ou as modificações sofridas pelo solo devido a variações de temperatura, a ação da água e do vento, é chamado de erosão.
Erosão Laminar
  • Arraste de uma camada muito fina e uniforme do solo, a forma mais perigosa de erosão. Uma vez não percebida logo no início, é notada somente quando atinge um grau elevado, ou seja, após descobrir as raízes das plantas
Erosão em sulcos
  • Erosão que forma valas ou sulcos no terreno, sendo facilmente percebida. Em estágios mais avançados, favorece o aparecimento de voçorocas.
  • Problemas causados pela erosão:
    • Perda de solo pelo arraste de partículas;
    • Assoreamento de nascentes, córregos e rios;
    • Contaminação das águas por agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes químicos) que são arrastados com partículas do solo;
    • Desmoronamento de encostas e taludes.
Voçoroca
  • A voçoroca, boçoroca ou ravina é um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão, causados pela chuva e intempéries, em solos onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo, que fica cascalhento e suscetível de carregamento por enxurradas. Pobre, seco, e quimicamente morto, nada fecunda.
  • A voçoroca pode ser prevenida com a plantação de árvores na beira dos buracos, que agem como guarda-chuva do solo contra a chuva e vento, além de evitar que o fluxo da água leve consigo terra e sedimentos, que são retidos por suas raízes. É um fenômeno prejudicial, pois destrói terras cultiváveis e colabora para o assoreamento de rios e entupimento de redes de esgoto, que ficam entulhadas por detritos do solo, facilitando o processo das enchentes urbanas. Controle da voçoroca: Sugerem-se a construção de terraços e bacias de retenção para o ordenamento e armazenamento da enxurrada formada na parte superior da voçoroca, e barreiras para reter sedimentos dentro das voçorocas, e algumas no entorno desta, com paliçadas de bambu e pneus usados.
A importância da mata ciliar
  • A quantidade de água em contato com o solo é um dos fatores determinantes no processo de erosão; as margens dos rios são, portanto, extremamente vulneráveis a ela, o que pode causar danos gravíssimos, como assoreamento e perdas de solo para agricultura. Na natureza, ao longo dos anos, a instalação de uma vegetação nas margens dos rios foi fundamental para a estabilização e existência dos leitos: as Matas Ciliares, assim denominadas pela similaridade da ação exercida pelos cílios na proteção do olho. Os cursos d’água que apresentam sua mata ciliar íntegra são menos impactados por agentes externos. Formam longos corredores de vegetação ao longo dos rios contribuindo para a manutenção da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.
  • Observações necessárias para se iniciar um projeto de recuperação de áreas degradadas
    • Estudo dos remanescentes florestais dos locais a serem reflorestados (espécies nativas);
    • Levantamento das condições ambientais e as possíveis causas da degradação (uso de defensivos agrícolas, queimadas, passagem de gado etc);
    • Escolha do modelo de recuperação, de acordo com os objetivos e características locais: plantio em linhas, alternado, sistemas agroflorestais;
    • Escolha das espécies a serem plantadas, tendo como base as características da vegetação original, no modelo de reflorestamento escolhido e nas características locais do ambiente (se é mata ciliar ou não, se a área é sujeita a alagamentos etc).
Escolha das espécies
  • Num primeiro momento as espécies devem possuir resistência ao ambiente degradado, além de serem adaptadas ao clima da região.
    • Devem ser de fácil propagação.
    • Facilidade de se obter sementes.
    • Facilidade de se propagar a semente
    • Deve possuir crescimento rápido e fornecer cobertura ao solo
    • Deve ser uma boa fornecedora de matéria orgânica para o solo
    • Essas espécies podem ser plantadas através de mudas ou plantadas por sementes diretamente no campo.
Sucessão ecológica
  • O processo de instalação lento e gradual de organismos em um determinado local é chamado de sucessão ecológica. No caso desse processo ocorrer em uma área até então desabitada, diz-se que ocorre sucessão primária; no caso de instalação de organismos em uma área que já se constituía como um ecossistema, como, por exemplo, uma área de mata desmatada ou queimada, dizemos que ocorre sucessão secundária.
  • A sucessão primária pode ocorrer em rochas inabitadas, em áreas cobertas por lava vulcânica resfriada ou ainda em telhados antigos. A ausência de nutrientes orgânicos não permite a sobrevivência de organismos heterótrofos (que não produzem o próprio alimento), e a escassez de nutrientes inorgânicos dificulta a sobrevivência de autótrofos (que produzem o seu alimento) de grande porte. Devido à capacidade de síntese de matéria orgânica e ao pequeno porte os primeiros organismos a se desenvolverem nessas condições são os liquens, as cianobactérias e os musgos, que são chamados de organismos pioneiros e constituem, juntamente com os consumidores e decompositores desses seres, as comunidades pioneiras.
  • Com o passar do tempo, a decomposição de fezes, tecidos e organismos mortos produz nutrientes inorgânicos, como os nitratos e o fosfatos, permitindo a sobrevivência de gramíneas, herbáceas, e animais invertebrados e vertebrados de pequeno porte. Esses organismos constituem as chamadas comunidades intermediárias ou seres. As comunidades intermediárias ou seres, propiciam o desenvolvimento das árvores da vegetação “adulta” (geralmente de ciclo de vida longo), que formam as comunidades clímax.
  • Já o processo de sucessão secundária ocorre em locais anteriormente povoados, cujas comunidades saíram do estágio de clímax por modificações climáticas, pela intervenção humana (como em um terreno desmatado ou queimado), ou pela queda de uma árvore na mata abrindo uma clareira na floresta. Nesses casos, a sucessão se dá a partir das comunidades intermediárias (seres), e na ausência de perturbações ambientais – como por exemplo, queimadas, poluição do ar e do solo, agrotóxicos e novos desmatamentos – a comunidade pode se desenvolver até atingir o clímax, como descrito para a sucessão primária. No entanto, quase sempre os fatores de perturbação ambiental ocorrem, dificultando e, às vezes, até impedindo o processo de sucessão natural. O tempo para esse processo acontecer é muito longo, podendo ultrapassar 60 anos, para alguns tipos de ambientes, mesmo na ausência total de problemas ambientais.