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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

REPRESSÃO E MORTES NA VENEZUELA PRÓXIMAS A FRONTEIRA COM O BRASIL

Um grupo de 22 deputados de partidos opositores da Venezuela que está na cidade de Santa Elena , a 15 quilômetros da fronteira com o Brasil , denunciou nesta sexta-feira "uma brutal repressão militar a comunidades indígenas que estão colaborando para conseguir a abertura do canal humanitário". Segundo disse ao GLOBO a deputada Olivia Lozano, pelo menos 12 indígenas foram feridos e uma mulher identificada como Zoraida Rodriguez morreu em um violento incidente perto de Santa Elena. O deputado opositor Américo De Grazia, que está na cidade, confirmou a morte ainda do marido de Zoraida, Rolando García.
Ao menos quatro militares foram sequestrados depois de dispararem contra os indígenas. De acordo com o suspervisor-chefe da delegacia de Santa Elena, foram retidos o tenente de fragata Roselino José Leal Contreras, o sargento Carlos Alfredo Chirvita Marino, o 1º tenente José Antonio Gomez Sifontes e tenente Grecia del Valle, única mulher no grupo.
Os feridos foram primeiramente atendidos no hospital de Santa Elena, mas tiveram que ser transferidos por falta de insumos médicos. Eles  foram levados em duas ambulâncias para a cidade de Pacaraima. A passagem dos veículos foi autorizada pelos guardas venezuelanos, apesar do bloqueio. De lá, seguiram para Boa Vista. As ambulâncias foram primeiro para o Hospital Délio Tupinambá, o único de Pacaraima, mas depois saíram com destino ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, a 215 km da fronteira.
— Estamos denunciado o governo Maduro por este ataque. Os indígenas estavam tentando impedir a passagem de blindados militares e foram brutalmente reprimidos — assegurou a deputada da Assembleia Nacional (AN) presidida por Juan Guaidó.
Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela com apoio do Parlamento, denunciou  a repressão no Twitter. "Nossa solidariedade com eles. Não ficará impune".
Os indígenas envolvidos no choque com militares, informaram os deputados, pertencem à comunidade de San Francisco Kumaracapay. Os confrontos  foram registrados na comunidade localizada em San Francisco de Yuruaní, no município de Gran Sabana (Bolívar), a cerca de 70 km da fronteira brasileira.
 — Estamos reunidos com autoridades políticas da região, prefeitos e chefes de comunidades indígenas. Estão todos decididos a lutar para que a ajuda humanitária que está no Brasil entre em nosso território  — afirmou Olivia.
Vereador indígena do município da Grande Sabana, na Venezuela, Jorge Pérez confirmou a morte de Zoraida ao jornal local "El Correo del Caroní".
Nas  redes sociais, principalmente WhatsApp, circulam fotos e vídeos sobre o violento incidente. 
De acordo com a deputada opositora, na madrugada deste sábado congressistas, indígenas e autoridades locais irão até a fronteira para pressionar as forças militares e tentar conseguir o ingresso da ajuda ao país.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

COMO A VENEZUELA CHEGOU AO FUNDO DO POÇO

Um protesto que voltou a reunir milhares de pessoas nas ruas, como há mais de um ano não acontecia, e que terminou com o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarando presidente interino do país, reviveu a oposição e voltou a chamar atenção para a conturbada situação da Venezuela.

Guaidó, membro fundador do partido Vontade Popular, teve sua declaração reconhecida por uma série de países - incluindo o Brasil e os EUA - mas Maduro conta com o apoio dos militares, que denunciam um "golpe de estado", e de aliados como Rússia, China, Cuba, Bolívia e México.

A situação é o mais recente capítulo no tortuoso caminho da democracia do país, e teve início com a posse de Nicolás Maduro para seu segundo mandato como presidente, em 10 de janeiro, já que a reeleição do chavista teve sua legitimidade questionada por diversos países e órgãos internacionais.
Mas há mais de 15 anos o país atravessa uma crescente crise política, econômica e social, que resulta em um êxodo cada vez maior de venezuelanos.

Veja a seguir os principais fatos que contribuíram para que a situação na Venezuela chegasse ao nível atual.

  • Em 2002, Hugo Chávez sofre tentativa de golpe e endurece discurso contra oposição
  • Chávez amplia o número de juízes da Corte Suprema e assume controle do Judiciário
  • Manifestações ganham as ruas e são duramente reprimidas; líderes de oposição são presos
  • Sem referendo prévio, Maduro convoca uma Assembleia Constituinte que assume o Poder Legislativo
  • Eleições são adiadas e antecipadas repetidamente e oposicionistas são proibidos de disputar pleitos
  • Maduro é reeleito em uma votação acusada de fraude e com resultado não reconhecido por parte da comunidade internacional
  • Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó se declara presidente interino e é reconhecido por diversos países



Fonte: G1 Notícias

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

BOLSONARO SERIA ELEITO NA ARGENTINA?

Na Argentina, a maior parte da opinião pública a ditadura militar do país, que durou de 1976 a 1983, deixou 30 mil mortos e desaparecidos, além dos relatos de tortura e de bebês sequestrados pelo regime e adotados ilegalmente por outras famílias.

Em 2016, uma pesquisa do instituto Ibarómetro apontou que 80,2% dos argentinos tinham "sentimentos negativos" em relação ao golpe de Estado de 1976 e 67,6% diziam que os julgamentos eram importantes.

Essa reprovação ao passado militar, torna pouco possível a chegada na Casa Rosada de um presidente com discursos no "estilo Bolsonaro".


A rejeição dos argentinos à ditadura é explicada por uma série de razões. Entre elas, o papel da Comissão da Verdade no país e o julgamento de militares da ditadura logo na retomada da democracia, além de iniciativas para denunciar crimes cometidos pelo regime.

Na Argentina, os candidatos não utilizam afinidade ou apoio as Forças Armadas como elemento central do discurso político. Isso não quer dizer que muita gente no Senado ou na Câmara não tenha cumplicidades, interesses comuns ou convicções ideológicas próximas, mas há um certo cuidado.

Fonte: UOL Notícias

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

POLARIZAÇÃO POLÍTICA NA POLÔNIA SE ASSEMELHA AO BRASIL

Apesar dos mais de 10 mil quilômetros de distância e das muitas diferenças que separam brasileiros e poloneses, as duas sociedades vivem debates políticos parecidos como: rejeição à esquerda, discussão sobre livre mercado, renovação política, separação de religião e Estado e acolhimento a imigrantes são alguns exemplos.

Com 38 milhões de habitantes, a Polônia anunciou na última semana o resultado das eleições regionais, que consagraram a expansão do polêmico PiS (Lei e Justiça), partido conservador de direita. 


No governo desde 2015, a agremiação tem grande apelo popular, mas é alvo de críticas por parte da União Europeia e de observadores internacionais, que apontam algumas medidas antidemocráticas do governo.

A diferença do Brasil, porém, na Polônia discursos extremos são menos bem recebidos.

"Na Europa, Bolsonaro seria chamado de neonazista, dados seu histórico militar e suas declarações homofóbicas e de apologia da tortura", de acordo com o Instituto de Estudos Americanos da Universidade Jaguelônica, em Cracóvia, na Polônia.

Fonte: UOL Noticías

terça-feira, 30 de outubro de 2018

BOLSONARO SERIA O TRUMP DO SUL?

O récem-eleito presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu o apelido de "Trump dos trópicos" porém a Casa Branca deixou claro que só existe um Trump no mundo.

"Há apenas um Donald Trump, na minha opinião", declarou a porta-voz do presidente, Sarah Sanders, ao ser questionada em entrevista coletiva sobre essa comparação.

Em meados de outubro, Bolsonaro alimentou esse paralelo com o presidente americano, com quem compartilha um gosto especial pelas declarações provocadoras e reações instintivas.

"Eu sou um admirador do presidente Trump. Ele quer a América grande, eu quero o Brasil grande", afirmou Bolsonaro em sua primeira entrevista coletiva após vencer o primeiro turno das eleições gerais. E destacou a sua visão sobre imigração, contrária às fronteiras abertas, aproximando-se do presidente dos EUA.

Donald Trump, magnata imobiliário que não tinha experiência política quando foi eleito para a Casa Branca, em novembro de 2016, está longe do caso de Bolsonaro, capitão da reserva do Exército e deputado federal há 27 anos.

Mas o certo é que tanto Trump quanto Bolsonaro têm pontos em comum: os dois chamaram a atenção por sua retórica polêmica e muitas vezes agressiva, foram acusados de misóginos e racistas, são inimigos da imprensa tradicional e souberam aproveitar as redes sociais como poucos.

Fonte: APF/UOL Notícias




segunda-feira, 29 de outubro de 2018

EFEITO BOLSONARO NA AMÉRICA LATINA

Com a vitória de Jair Bolsonaro, o Brasil integra oficialmente a guinada à direita vista nos últimos anos na América do Sul. Parte do crescimento mundial do conservadorismo e do populismo, o movimento pode alcançar mais países da região.

Mas, à diferença do que se viu na campanha aqui, é pouco provável que candidatos nas nações vizinhas incorporem o discurso radical que caracteriza a "direita à brasileira" promovida por Bolsonaro, afirmam os estudiosos.

Para os especialistas em política latino-americana, a onda conservadora no Brasil tem raízes no descontentamento contra o sistema político que, para muitos, perdeu representatividade e só age em benefício próprio - algo visto, em maior ou menor intensidade nos países vizinhos. Esse efeito poderá ser sentido em 2019, com as eleições na Argentina, Bolívia e Uruguai.

"Se ele fosse basicamente um conservador, seria algo comum no continente nos últimos anos", diz Paulo Velasco, cientista político da UERJ, se referindo ao chileno Sebastian Piñera e ao colombiano Ivan Duque, eleitos neste ano.

Mas, apesar das agendas econômicas similares, o tom dos discursos vistos aqui deve ter pouca acolhida entre os vizinhos.

"Mauricio Macri e Piñera respeitam o sistema democrático, e nenhum deles disse, nem mesmo em campanha, as coisas que Bolsonaro tem falado contra a homossexualidade, porte livre de armas, contra a ONU ou duvidando da mudança climática. No Chile e na Argentina, defender coisas tão extremas resultaria em perda de apoio, e não na possibilidade de ganhar uma eleição".

É normal que os governos mudem da centro-esquerda para a centro-direita e vice-versa, mas Bolsonaro representa uma extrema-direita, por sua defesa da tortura, de execuções extrajudiciais, misoginia e outras posições incompatíveis com o imaginário democrático.

Isso porque, nas outras nações do Cone Sul, houve um trabalho mais competente em termos de memória histórica e repele-se muito fortemente a era da ditadura militar. Um candidato com o discurso de Bolsonaro, de louvar os torturadores, dizer que não houve ditadura, não teria espaço na Argentina, no Chile ou no Uruguai.

A repercussão negativa desse tipo de discurso pode impor empecilhos na integração com os demais líderes.

Para os governos democráticos de centro-direita, como Macri na Argentina e Piñera no Chile, existe o dilema de não se identificar com um presidente de extrema-direita com o qual eles estão interessados em manter boas relações, principalmente comerciais.

Fonte: UOL Notícias



segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A DEMOCRACIA CORRE RISCO

O avanço eleitoral da extrema-direita no Brasil, que no próximo dia 28 pode se traduzir na eleição de Jair Bolsonaro como presidente da República, veio a confirmar a extensão e a profundidade dos riscos que pairam sobre a democracia parlamentar em todo o mundo. As ameaças não procedem de um extremo ideológico ou de outro, mas ambos parecem concordar em deslegitimar o sistema político em seu caminho rumo ao poder, ao mesmo tempo em que se servem dos direitos e das liberdades que o próprio sistema lhes proporciona. A América Latina não é a única região em que o fenômeno está alcançando estações de difícil retorno, em países como Venezuela, Bolívia ou Nicarágua; também na Europa as opções extremistas de todos os matizes estão passando de condicionar a agenda política às margens do sistema, como vinha ocorrendo até agora, a instalar-se solidamente em seu interior, graças a um apoio eleitoral cada vez mais amplo. Enquanto isso, Donald Trump aspira a ganhar a lealdade das forças que questionam os regimes de liberdade, Vladimir Putin manobra cada vez mais abertamente valendo-se delas para destruí-los e a China persevera em um modelo próprio.
A cautela com que se abordou nos últimos anos esse fenômeno político, cuja autêntica natureza não é segredo para ninguém, obedeciam à responsabilidade exigida de se comparecer ao debate público, posto que é estreita demais a fronteira entre dar a voz de alarme e cair no alarmismo. Mas os recentes avanços de líderes políticos que concebem a democracia como uma escala tática na realização de seus programas obrigam a dar esse passo. O horizonte que está se delineando não é o de uma proliferação de ditaduras isoladas, mas o do retorno do autoritarismo: a democracia está em perigo.
Ninguém deveria se enganar com o fato de que as alternativas que se propõem a destruí-la assegurem que seu objetivo é defendê-la. Mas, antes de tudo, não deveria confundir os grandes partidos que garantiram seu funcionamento desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Quando estes cedem à tentação eleitoreira de dizer que a democracia não sobreviverá sem dar resposta aos assuntos que inflamam o discurso dos extremistas, esquecem que o diagnóstico é exatamente o contrário. Não é que a democracia não tenha resposta para os problemas que obcecam o obscurantismo, como a nação, a identidade e a segurança, mas que os extremistas não têm resposta para a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Sem dar resposta a esses desejos não só a democracia não sobrevive, como tampouco a dignidade do ser humano.
Os extremistas de todo tipo aspiram a prosperar no terreno das pequenas políticas, ridicularizando a democracia como prisioneira das grandes palavras. Nesse ponto, porém, convém recordar-lhe que foram essas grandes palavras que derrotaram seus precursores toda vez que precipitaram o mundo na catástrofe, que permitiram reconstruir as sociedades conduzidas à ruína e que, finalmente, garantiram durante décadas um destino mais benévolo para todos.
Que ninguém duvide que as grandes políticas para as grandes palavras existem, e que nada têm a ver com as boas intenções. Aplicá-las exige de todas as forças que defendem a democracia não se deixar seduzir pelos apelos de um realismo que no fundo é só cumplicidade com seus inimigos. O extremismo quer fazer crer que democracia é escolher entre o medo que acena com uma mão e as correntes que aspira impor com a outra. Democracia é, ao contrário, recusar simultaneamente o medo e as correntes.
Fonte: El Pais

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

APOSTILA DE GEOPROCESSAMENTO PARA CONCURSOS

Olá pessoal,

Estou aqui no meu blog para divulgar o minha apostila que acabei de concluir. Quem tiver interesse em obter a apostila, entrar em contato via WhatsApp: (61) 99828-8270. Por favor, me passe o seu nome e cidade.


Quem quiser obter a apostila em PDF, o valor será via depósito na conta:
Banco do Brasil
CC: 3603-X
Agência: 21.585-6
Valor: 20,00 reais

Quem quiser a apostila impressa, o valor será de 45,00 reais na mesma conta descrita acima.






segunda-feira, 21 de maio de 2018

BRASIL NÃO RECONHECERÁ VITÓRIA DE MADURO NA VENEZUELA

Em nota emitida nesta segunda-feira (21 de maio), o governo brasileiro, juntamente com os países integrantes do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece a legitimidade do processo eleitoral realizado pela Venezuela no domingo, deu a vitória a Nicolás Maduro para um novo mandato até 2025.

O documento afirma que os 14 países concordaram ainda em reduzir o nível das relações diplomáticas com Caracas e estabeleceu diretrizes de caráter econômico e financeiro contra Caracas.

A nota, assinada pela Argentina, Canadá, Colômbia e mais 10 países, tem um tom duro alertando para o risco da concessão de crédito ao país e anunciando medidas de monitoramento de atividades ilícitas, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o governo de Maduro, no poder desde 2013.

Maduro foi reeleito neste domingo com 68% dos votos, contra o opositor Henri Falcón com 21%. No entanto, o pleito teve abstenção de cerca de 54% das 20,5 milhões de pessoas registradas para votar. Falcón não reconheceu os resultados da eleição e denunciou irregularidades em postos de votação. O opositor pode um novo pleito em outubro.

Além do Grupo de Lima, EUA e União Européia afirmaram que não reconhecerão o resultado das eleições na Venezuela. Antes mesmo de sair o resultado, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou as eleições presidenciais na Venezuela como "fraudulentas" e disse que a votação "não muda em nada" o cenário do país.