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quinta-feira, 24 de março de 2016

NOVA ZELÂNDIA DECIDE MANTER SUA TRADICIONAL BANDEIRA

Em referendo que terminou nesta quinta-feira (24), a Nova Zelândia decidiu manter a bandeira tradicional do país. Resultados preliminares mostram que 56,6% dos neozelandeses preferiram manter a bandeira, enquanto 43,2% optaram pela nova flâmula, de acordo com o jornal britânico "The Guardian". Os resultados oficiais devem ser divulgados na próxima quarta-feira (30).
O primeiro-ministro do país, John Key, apoiava a troca de bandeira e afirmou estar um pouco desapontado. "Obviamente estou um pouco desapontado, não houve mudança, mas quase um milhão de pessoas votou pela mudança. Só porque não é o resultado que eu queria, não significa que não foi um processo interessante", disse.
O orçamento estimado do referendo é de 26 milhões de dólares neozelandeses (equivalente a R$ 70 milhões), incluindo gastos como a alta remuneração dos 12 membros do "Comitê da Bandeira", criado para promover um debate com o público.
Formado por acadêmicos, ex-esportistas, empresários e militares, que recebem no mínimo 640 dólares neozelandeses (mais de R$ 1.700) por dia trabalhado, o grupo se tornou motivo de piada ao organizar eventos fracassados, como workshops que atraíram, respectivamente, oito e dez pessoas nas cidades de New Plymouth e Christchurch.

quarta-feira, 23 de março de 2016

BULLYING POLÍTICO NAS ESCOLAS BRASILEIRAS

Uma camiseta com a bandeira da Suíça, país conhecido por sua neutralidade, teria feito com que um menino de 9 anos fosse xingado e ameaçado em uma escola de São Paulo. O motivo? A peça de roupa era vermelha. Segundo seu pai, João - nome fictício - (*) saía de uma aula de inglês no começo de março quando colegas da mesma idade o chamaram de "petista" e disseram que deveria "ser espancado" e "jogado na rua".
O pai do menino descreveu a história do filho em sua página no Facebook. A postagem tem mais de 4.500 compartilhamentos.
"Fiquei muito assustado em ver as crianças repetindo um discurso de ódio", disse o pai à BBC Brasil.
A polarização política, que tomou conta de ruas e casas no país, está chegando às escolas. Pais, professores e alunos ouvidos pela reportagem contaram que a política nacional tornou-se assunto nas salas de aula. Lá, meninos e meninas com opiniões ligadas à esquerda e à direita se dizem constrangidos por colegas que pensam o contrário. "(Meus amigos) explicam que a Lava Jato é roubar dinheiro das pessoas pobres. Às vezes, no recreio, ficam falando que o Lula está roubando dinheiro de todo mundo e que a Dilma não presta, é comparsa dele. Chamam ela de trouxa, idiota", diz Luisa, de 9 anos.
Ela conta que os bate-papos acontecem na hora do lanche e que até os "preços muito caros da cantina" são colocados na conta do governo. "Falam que é culpa da Dilma, do Lula e da Lava Jato." "De vez em quando, ela me pergunta o que é corrupção. Dou exemplos do dia a dia, não de política. Eles são muito pequenos para se envolver nisso. Hoje conversam muito na escola e chega a ter bullying", diz a vendedora Karina, mãe de Luisa.
Coordenador de ciências humanas do Pueri Domus, um dos colégios mais conhecidos da capital paulista, Ricardo Lourenço diz que os alunos do ensino fundamental estão trazendo a opinião dos pais para a classe. "O frisson veio com força nas eleições de 2014 e nas últimas semanas está ganhando novo fôlego", diz ele.
"Para nós é sempre complicado. De vez em quando, o pai fala na mesa do jantar com uma certa brutalidade, e o aluno repete. No fundamental, ele chega com uma falta de compreensão sobre o tema e posições mais cristalizadas."

'É petista, é petista'

A professora de inglês do Pueri Domus Christina, 40, diz que os alunos se sentem "excluídos e acuados" com as discussões cada vez mais frequentes sobre política. No Facebook, Christina contou o que aconteceu com seu caçula, de oito anos, quando ele chegou na escola na quinta-feira (17), um dia depois da manifestação contra o governo na Avenida Paulista. Segundo ela, a maioria dos colegas estava de preto, "em sinal de luto pelo país" e, quando viram Luis de uniforme, começaram a apontar para ele repetindo "é petista, é petista". O uniforme é branco e azul.
Ela e o marido são contrários ao impeachment, uma minoria entre os pais do colégio no Itam Bibi, zona nobre de São Paulo. A região teve panelaço durante a posse de Lula como ministro da Casa Civil e Luis foi um dos poucos que não foram para as janelas gritar 'Fora Dilma'.
"As crianças têm que poder ir de preto, vermelho, amarelo, sem achar que precisam se vestir assim para pertencer ao grupo", diz a professora, que também é mãe de um menino de 11 anos.
Para evitar embates, Christina tirou as roupas vermelhas "de circulação" e disse aos filhos que não usassem peças dessa cor.
Questionado sobre casos como esse, Luis Claudio Megiorin, presidente da Aspa-DF (associação de pais e alunos do DF) e coordenador da Confenapa (Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos), diz que é melhor prevenir do que remediar.
"Vai levar tempo para gente voltar a usar vermelho. Até para as crianças não sofrerem nenhuma retaliação e nenhum tipo de crítica: evitem usar vermelho."
Megiorin foi com a família aos protestos contra o governo e aconselhou os filhos a não usarem a cor para não serem confundidos com outros manifestantes.

"Os pais que levam os filhos para as manifestações vão incorporando um sentimento de Justiça. Outro dia mostrei para o meu filho de 10 anos o samba (sobre o) Lula e ele começou a rir porque sabia o que tinha ali", afirma.
"Já começo a ver ele e coleguinhas esboçando um 'Fora Dilma' (e outras) palavras de ordem, porque estão vendo o exemplo."

'Ideologia de esquerda'

Se parte dos pais notam uma intolerância maior contra posições à esquerda, há quem diga o contrário. Uma parcela das familias afirma que pensamentos de direita são subjugados em escolas em que haveria uma "doutrinação marxista". Em suas provas de história, Mariana, 17, normalmente escreve recados criticando o comunismo e Karl Marx. Ela costuma discutir com o professor sobre a abordagem das aulas e se diz isolada do resto da turma por suas opiniões mais ligadas à direita.
O pai de Mariana, o analista de sistemas Roberto, 37 anos, de Brasília, se orgulha das posições da filha e diz que, por causa delas, a adolescente é excluída pelos colegas. Roberto foi com Mariana e a irmã para as manifestações antigoverno em Brasília.
"Minha irmã mais velha sente muito o isolamento, foi chamada perante o coordenador por discordar do professor. Ela gosta do Bolsonaro e se fala no nome dele na sala, é zoada."
O advogado Miguel Nagib, do movimento Escola sem Partido, diz que os ambientes acadêmicos devem ser despolitizados. Ele considera que há muitos docentes militantes, que aproveitam as aulas para disseminar visões de esquerda.
"É evidente que também existem professores de direita que abusam da sua liberdade de ensinar para fazer a cabeça dos alunos. Mas são franco-atiradores. No Brasil, quem promove a doutrinação político-ideológica (...) de forma sistemática (...) é a esquerda."

Conversa

Apesar da forte polarização política, a coordenadora do Núcleo de Psicoterapia Infantil da PUC-SP, Ana Maria Trinca, diz que é preciso deixar as paixões de lado ao explicar para os filhos o momento político. "A função da escola e dos pais é acalmar e colocar as coisas em termos menos radicais."
A psicanalista diz que hoje a emoção transpassa toda a discussão e isso é perigoso quando as crianças usam o comportamento adulto como modelo.
"As atitudes estão muito extremadas. É fundamentalmente emoção. Quando vai às manifestações, a criança está inserida numa festa. Isso a estimula, mas ela não sabe porquê. Se os adultos não estão entendendo, ela não poderá fazê-lo. E aí (se alguém) está de vermelho, a criança é contra. É simples."
Depois das participações em protestos, por exemplo, é necessário conversar, diz Trape. "Em vez de chamar fulano de burro ou de idiota, o pai e a mãe devem explicar a situação, propor uma leitura com menos violência embutida." No entanto, para o professor da faculdade de educação da USP Elie Ghanem esse diálogo é difícil, porque os adultos sabem tão pouco do processo político quanto os pequenos.
"Eles têm uma dificuldade semelhante, a pouca experiência com a vida política. De modo geral, os adultos são desinformados. Muitos não compreendem a existência dos três poderes nem a relação entre eles."
Para Ganhem, com deficiências nos colégios e no Estado, que não criam condições para o desenvolvimento de opiniões fundamentadas, o jeito é incentivar a busca por informações e o debate em casa. A escola também tem um papel fundamental na formação de uma consciência crítica, diz a professora do Instituto de Piscologia da USP Marilene Proença. Ela explica que as salas de aula são ideais para aprofundar a discussão, mostrar as raízes do problema. "Assim saímos desse lugar do bem e do mal, do 'vermelhos versus pretos'."
Fonte: BBC Brasil/UOL Notícias

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

POR QUE O PREÇO DO BARRIL ESTÁ MAIS BARATO E A GASOLINA CADA VEZ MAIS CARA NO BRASIL?

Atualmente o preço do barril de petróleo está em torno de 30 dólares, sendo um dos preços mais baixos desde 2009, no período da recessão americana. Então porque com o preço do barril de petróleo cada vez mais em baixa, a gasolina no Brasil está cada vez mais cara chegando a custar 4 reais o litro do combustível?
No Brasil, o preço do petróleo é controlado pelo governo, que também é sócio majoritário da Petrobras. A Petrobras é uma sociedade de economia mista, ou seja, recebe dinheiro público (em sua maior parte) e dinheiro privado de acionista minoritários.
A Petrobras, desde a sua fundação em 1953, é quem mantém o monopólio na produção e na importação do combustível no Brasil. A Conselho Administrativo da Petrobras anunciou que não pretende baixar o preço do combustível, porque segundo o conselho, esses ganhos atuais recupera parte do que a petrolífera perdeu quando o barril estava mais caro, e que também serve para arrumar as contas em meio as investigações da Operação Lava Jato.

RESUMINDO: A Petrobras compra o petróleo mais barato no exterior e revende para as distribuidoras e o consumidor final o valor mais caro. Tudo isso, porque roubaram da empresa rios de dinheiro e a população é quem deve pagar a conta do Petrolão. 
  

sábado, 16 de janeiro de 2016

EUA E UNIÃO EUROPÉIA REVOGAM SANÇÕES AO IRÃ

Neste sábado (16 de janeiro), os EUA e a União Européia revogaram as sanções ao Irã após o acordo nuclear cumprido pelos iranianos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificou que o Irã cumpriu suas obrigações no acordo nuclear anunciado em julho de 2015.

Veja e releia a matéria que fala sobre o acordo nuclear neste blog:
IRÃ E O ACORDO NUCLEAR

E o acordo realmente aconteceu após o Irã libertar quatro americanos em Teerã em troca de sete iranianos presos pelo governo americano.

Chefe da Política Externa da União Européia, Federica Mogherini ao lado do chanceler do Irã, Javad Zarif

Com isso, o Irã se beneficiará de novos acordos comerciais, financeiros e petrolíferos e a AIEA permitirá que o Irã retire os 100 bilhões de dólares congelados no exterior.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

TURQUIA FAZ PEDIDO Á RÚSSIA PARA QUE RECONSIDERE SANÇÕES PELO ATAQUE AO AVIÃO RUSSO


O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu negou-se nesta segunda-feira a pedir desculpas em nome de Ancara pelo ataque ao avião militar russo na fronteira síria.
"Esperamos que a Rússia reconsidere as sanções contra a Turquia", afirmou Davutoglu em coletiva conjunta com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.
Ele assegurou que nenhuma autoridade turca se desculpará "por ter cumprido seu dever". Estamos dispostos a falar, através dos canais diplomáticos e militares, com a Rússia. Não temos a intenção de ter uma escalada com Moscou", afirmou ainda.


Mais cedo, o Kremlin informou que o presidente russo, Vladimir Putin, não deve se reunir com seu colega turco Recep Tayyip Erdogan à margem da cúpula sobre o clima em Paris, apesar de o dirigente turco ter pedido um encontro "cara a cara" com o chefe de Estado russo.

Na sexta-feira, Erdogan afirmou que não aceitava as críticas de Putin em relação ao fato de a Turquia ter abatido um avião militar russo na fronteira síria.


Erdogan afirmou que para falar sobre a crise entre os dois países era preciso ver Putin cara a cara, quando se encontrassem em Paris na Conferência do Clima.

"Gostaria de encontrar o sr. Putin na segunda-feira cara a cara em Paris para conversarmos, eu gostaria que este problema não prejudicasse nossas relações". declarou Erdogan.
Mas Erdogan também acusou Putin de usar avião abatido como desculpa para prosseguir com seu objetivo de reforçar o regime sírio de Bashar al-Assad.

Fonte: AFP/UOL Notícias


sábado, 28 de novembro de 2015

AQUECIMENTO GLOBAL - PLANTAR ÁRVORES É A SOLUÇÃO?

O reflorestamento é uma das principais estratégias para o combate do aquecimento do global, tema das negociações para um acordo mundial para o clima que ocorrerão em Paris, na COP-21. Mas poderíamos assumir a missão de salvar o mundo por conta própria? Adiantaria sair plantando árvores por aí?
São muitos os benefícios promovidos pelo plantio de árvores em áreas urbanas. Elas ajudam a reduzir o calor da selva de pedra urbana, a evitar enchentes e preservar cursos de água, além de tornarem o ambiente mais agradável com suas cores e sombras. Mas a emissão de gases que intensificam o efeito estufa, responsável pelo aquecimento do planeta, é tão grande que a arvorezinha plantada na praça, apesar de toda sua importância, pouca força tem para combater inimigo tão gigantesco.
Em uma metrópole como São Paulo, cerca de 3,9 mil toneladas de CO2 são lançados na atmosfera por dia apenas pela frota de 15 mil ônibus que circulam pelas ruas – o cálculo leva em consideração dados da SPTrans e da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, que estima que um ônibus movido a diesel emita 2,6 kg de CO2 por litro de combustível.
Já uma área reflorestada do tamanho do parque do Ibirapuera poderia sequestrando do ar até 800 toneladas de CO2 em um ano, considerando-se o sequestro médio, indicado por estudos, de cinco toneladas de carbono por hectare (10.000 m², pouco mais que um campo de futebol). Ou seja, bem menos do que é emitido pelos ônibus em um dia.
"Um parque inteiro não sequestra nem o emitido por dez ônibus em São Paulo", diz Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês).
Essa visão de reflorestamento em grande escala é adotada por quem participa do mercado de plantio de árvores para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Lucas Pereira, geógrafo e diretor da Iniciativa Verde, OSCIP que ajuda empresas e pessoas físicas a compensarem plantando árvores suas "pegadas de carbono", ressalta que o plantio para este fim é feito em grandes áreas, que comportem no mínimo 10 mil árvores.
"Nós calculamos o quanto um hectare [10 mil m²] de floresta absorve de carbono. Uma pessoa que queira plantar cinco, dez árvores, irá contribuir para a formação de parte desse hectare que será plantado", afirma Pereira. Segundo ele, cada hectare abriga 1.666 árvores. "De fato ela vai contribuir para a restauração da floresta, compensando diretamente sua emissão", completa

Qual árvore plantar para salvar o clima?

Há árvores que contribuem por serem mais eficazes para sequestrar CO2, outras por serem longevas e crescerem lentamente. "Árvores pioneiras, como o mutambo, manacá e monjoleiro, possuem maior capacidade de absorção nos primeiros anos de vida, mas não crescem muito e morrem cedo", diz Pedro Brancalion, professor de recuperação florestal da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP.
"As árvores típicas de florestas maduras e melhor conservadas, como jatobás, ipês e perobas, crescem bem devagar e absorvem pouco carbono por ano. Mas como vivem muitos anos e atingem grande porte, representam os principais estoques de carbono nas florestas", completa.
Os especialistas afirmam que o Brasil ainda não possui projetos vigorosos de recuperação de florestas. Iniciativas como as da Iniciativa Verde, que em 10 anos de atividade plantou cerca 1,3 milhão de árvores principalmente no Estado de São Paulo, representam, no entanto, uma opção para a redução da emissão de gases estufas.
Segundo Pereira, além de sequestrar carbono, o reflorestamento pode provocar efeito indireto na redução do aquecimento global. "A floresta preserva os cursos de água, ajuda a manter vazão mais constante e os lençóis freáticos abastecidos em épocas de estiagem", diz ele. Tal feito ajudaria a evitar crises hídricas, poupando o país, por exemplo, do acionamento de termoelétricas, que em 2014 foram as principais vilãs que impediram redução das emissões de CO2 pelo país.
Fonte: UOL Notícias